Estação Onze – Emily St. John Mandel

A história começa com um ator (Arthur) tendo um ataque cardíaco durante uma peça e um aprendiz de socorrista (Jeevan) invadindo o palco para tentar salvá-lo. Nada parece ser muito importante, até o final do capítulo. Aí a coisa ferve de uma hora para outra!

“Quanto mais a gente lembra, mais a gente perdeu.”

Na capa do livro tem um elogio do George R.R. Martin (autor de Game of Thrones e viciado em matar personagens), então você já imagina o massacre. Só não esperava que o mundo TODO fosse morrer no primeiro capítulo. O livro conta a história da Sinfonia Itinerante, um grupo de músicos e atores, que viajam pelo país fazendo apresentações, 20 anos depois de uma epidemia de gripe ter matado quase toda a população mundial. A narrativa passeia entre o presente e passado e vai contando, através das perspectivas dos personagens, como aconteceu o fim do mundo e como ficou a vida na terra tantos anos depois. Apesar de algumas descrições bem gráficas de pessoas morrendo, Estação Onze fala sobre pessoas, sentimentos e relacionamentos. É genial.

“No Dia Cinco, Frank ficou escrevendo em vez de ver o noticiário, porque achava que as notícias iam deixar os dois loucos, e àquela altura a maioria dos locutores nem eram mais locutores, mas pessoas comuns que trabalhavam para o canal de tevê e pareciam pouco à vontade em ficar do outro lado das câmeras, pessoas da administração, ou os próprios cinegrafistas, que falavam hesitantes diante das lentes, e então os países pararam de enviar notícias, uma cidade de cada vez – nenhum relato de Moscou, depois nada de Pequim, depois Sydney, Londres, Paris etc.(…)”

Kirsten é uma atriz da Sinfonia Itinerante e uma das personagens principais. Ela era uma criança quando a epidemia mudou tudo, e tem algumas lembranças do mundo antigo. É uma personagem maravilhosa, forte, real, cheia de segredos, camadas e dúvidas. Mas o personagem que eu mais gostei foi Jeevan (apesar de claramente ter mais em comum com François. Provavelmente eu ~seria ele~ no livro). Jeevan é aquele tipo de personagem sem traço algum de heroísmo, e toneladas de paranoia, exatamente o tipo que eu gosto de ver em uma situação de fim do mundo. Fora eles, diversos personagens ganham algum tipo de destaque durante o livro, e achei todos muito bem trabalhados e diferentes. Amei todas as contradições.

“Miranda estava refletindo sobre a maneira como ela sempre tomara como garantida a existência no mundo de determinadas pessoas, estivesse elas no centro dos dias de Miranda ou fossem invisíveis, em quem raramente ela pensava. E como, sem qualquer uma dessas pessoas, o mundo se tornava um lugar transformado, de modo sutil, mas inconfundível, o botão de controle tendo girado apenas um ou dois graus.”

Uma das coisas que mais me irritou no livro foi a que eu mais gostei também: o fato de que você não sabe realmente como funcionam as coisas e porque elas acabam. É essa a parte mais real do apocalipse do livro de Emily, você querer respostas prontas e descobrir que é tão deslocado na sociedade quanto todos os personagens do livro. A falta de conhecimento básico de química, biologia, engenharia, coisas necessárias à ~sobrevivência~ do ser humano moderno, foi uma coisa que me impressionou. E depois fiquei impressionada comigo mesma por não perceber que também não faço ideia de como produzir eletricidade, de como caçar ou plantar, de como viveria sem internet ou sem água quente. Sabe de nada, inocente.

“Ela entra na sala, aperta o interruptor e a sala se enche de luz. Coloca o lixo dentro de sacos na beira da calçada e um caminhão vem e o transporta para um lugar invisível. Quando ela está em perigo, chama a polícia. Água quente jorra das torneiras. Ela pega o fone ou aperta um botão no telefone e pode falar com qualquer um. Toda a informação do mundo reunida na internet, e a internet está em toda a volta, circula no ar como o pólen ou como a brisa de verão. Existe dinheiro, tiras de papel que podem ser trocadas por qualquer coisa: casas, barcos, dentes perfeitos. Existem dentistas. Kirsten tentava imaginar aquela vida transcorrendo em algum lugar, no momento presente. Alguma Kirsten paralela, num quarto com ar-condicionado, acordando de um sonho perturbador, em que andava sem rumo numa paisagem devastada.”

Esse livro me fez refletir sobre várias coisas: a irritação que me causa o fanatismo religioso; nossa ignorância sobre o mundo moderno; a importância da cultura e das distrações para a sobrevivência; o lugar que o trabalho ocupa na nossa personalidade; a dificuldade de se relacionar com pessoas que você ama. Enfim, foi um livro lido, refletido e amado. Uma distopia diferente de tudo que já li!

“Sobreviver não é o suficiente.”

Livro: Estação Onze
Autora: Emily St. John Mandel
Editora: Intrínseca
Número de Páginas: 318

Continue Reading

Insana – Meu mês de loucura – Susannah Cahalan

Autora mulher, jornalista e com doença mental. Que mais eu poderia querer de um livro???

“Tive de passar em meio ao agrupamento infernal de turistas na Times Square para chegar ao meu apartamento em Hell’s Kitchen. Eu alugava um JK abarrotado, onde dormia em um sofá-cama. Era como se eu vivesse propositalmente o clichê de uma escritora nova-iorquina.”

Insana é a história real do período difícil da vida de Suzannah Cahalan, uma jornalista de Nova York que lutou por meses contra uma doença que ninguém conseguia diagnosticar. A referência do “mês de loucura” é de quando ela ficou internada e quando passou os piores dias da doença. Um dia começou a agir de forma completamente fora do seu normal e foi piorando até ser internada em um hospital nos EUA. Foi submetida muitos testes e exames, e ninguém conseguia identificar qual era o problema. E ela ia ficando cada vez pior, desenvolvendo tiques, perdendo habilidades, tendo convulsões.

“Uma parte de mim acreditava que eu nunca voltaria a ser eu mesma, a ser aquela Susannah confiante e despreocupada.”

Sendo um problema no cérebro, a maior parte das memórias dela daqueles dias sumiram. Então o livro acabou surgindo de uma pesquisa que ela fez para descobrir tudo que aconteceu, entrevistando médicos, enfermeiros, familiares, amigos, e vendo as gravações do quarto do hospital. Aliás, fui procurar depois e achei uma foto bem tensa dela internada AQUI.

“Olhando em retrospecto para esse período, percebo que eu tinha começado a me entregar à doença, permitindo que todos os aspectos da minha personalidade que eram caros para mim – paciência, simpatia e educação – evaporassem. Eu havia me tornado uma escrava das maquinações de meu cérebro anômalo. No fim das contas, não somos mais do que uma soma de nossas partes, e quando nosso corpo falha todas as virtudes que nos são caras vão junto com ele.”

Eu já sabia que no fim ela ia melhorar (afinal, foi ela quem escreveu o livro), mas fiquei totalmente ansiosa durante a leitura pra saber o quanto tudo aquilo tinha deixado de sequela na vida e na mente dela. O sofrimento que ela passou é de desesperar. A falta de diagnóstico também é uma das coisas mais angustiantes do livro. Algumas partes eram até difíceis de ler, como se eu sentisse um pouco do peso que ela estava carregando na época. Da metade para o final eu devorei o livro, ansiosa para saber o que aconteceria com ela, mas principalmente pra chegar na parte feliz onde ela para de sofrer.

“As coisas ainda ficariam piores antes de começarem a melhorar.”

Alguns detalhes da história também me afetaram. Seus pais envelhecendo de preocupação a cada procedimento complicado ou a cada exame sem resultado. Seus amigos preocupados e sem saber como lidar com ela. Seus delírios que pareciam tão reais. Fiquei por muito tempo depois da leitura imaginando como as pessoas ao redor de alguém doente sofrem tanto ou mais que a própria pessoa. Sei que eu sofreria pelas pessoas que eu amo se as visse passando por dificuldades tão grandes.

“Na maior parte do tempo eu ficava olhando para o vazio sem qualquer demonstração visível de emoções – agora, minha psicose havia sido completamente substituída pela passividade. Ainda assim, esse estado de indiferença às vezes era pontuado por uns poucos pedidos apaixonados de ajuda. Nos meus raros momentos de aparente lucidez […], meu pai sentia como se uma parte essencial de mim estivesse tentando chegar até ele.”

Insana explica um monte de coisa médica: como funciona certas partes do corpo, pra serve o que, como agem algumas doenças, como agem alguns medicamentos, como são feitos procedimentos médicos e etc.
Mas a autora usa os termos mais simples possíveis para explicar, além de fazer paralelos e usar metáforas para melhor compreensão de nós, meros mortais que não somos médicos. Acabou que aprendi um monte de coisa nova e interessante!

“O cérebro é radicalmente resiliente; ele pode criar novos neurônios e estabelecer novas conexões por meio de um remapeamento cortical, um processo chamado neurogênese. Nossas mentes têm a incrível capacidade de alterar a força das conexões entre neurônios, basicamente recriando as ligações entre eles, e de criar caminhos totalmente novos. (Em comparação, um computador – que não é capaz de criar novos hardwares quando seu sistema falha – parece algo obsoleto e pouco potente.) Essa espantosa maleabilidade é chamada de neuroplasticidade.”

Susannah Cahalan é uma pessoa em 7 bilhões no mundo, mas durante a leitura ela é a pessoa ao seu lado, a pessoa que você acompanha durante as 286 páginas. Livros como esse me fazem pensar em como cada vida é importante, e em como costumamos generalizar e nos distanciar do sofrimento dos outros. Saber as histórias individuais e criar uma proximidade com outra pessoa, com as dores e dificuldades dela, exercita o meu lado humano, me relembra de que existe mais por aí do que apenas o meu mundinho colorido. Por isso e por tudo mais que falei aí em cima, esse é um livro que vou lembrar durante a vida toda.

“Uma pergunta insistente emergia dessa história: se havia levado tanto tempo para um dos melhores hospitais do mundo chegar a esse passo do tratamento, quantas outras pessoas ficavam sem tratamento, recebendo um diagnóstico genérico de doença mental e sendo condenadas a uma vida em uma clínica ou uma ala psiquiátrica?”

Ps: A descrição de um tumor chamado Teratoma me arrepiou até os pelos que eu não tenho! Cometi o erro de procurar no Google Imagens. Estou impressionada há dias, sem conseguir esquecer o que vi.

“Eles sentiram a garganta secar em um misto de terror e esperança. Aquela era a pista final pela qual todos estavam procurando.”

Livro: Insana
Autora: Susannah Cahalan
Editora: Belas Letras
Número de páginas: 286

Continue Reading

8 trailers e teasers para atiçar sua ansiedade!

wonderwoman1280jpg-c73c9c_1280w

Nesse final de semana aconteceu a Comic Con de San Diego, a maior e mais importante do mundo. E como em toda Comic Con, várias novidades foram apresentadas. Não fui (I wish!), mas a minha timeline do Facebook foi dominada por trailers e teasers de filmes e séries, me deixando com fogo no rabo pra assistir tudo! Então separei aqui os vídeos mais sensacionais, pra você ficar morrendo de ansiedade junto comigo! 🙂 Enjoy!

Filme: Mulher Maravilha (estou arrepiada até agora! melhor personagem do mundo!) <3

 

Filme: Esquadrão suicida (muito mais interessada na arlequina e na magia do que no coringa, que com certeza não vai ganhar do Heath Ledger)

 

Filme: Liga da Justiça (tudo que eu consigo pensar nesse momento é: KHAL DROGO! KHAL DROGO!)

 

Filme: Animais fantásticos e onde habitam (essa música me dá vontade de chorar <3)

 

Filme: Rei Arthur – A lenda da espada (o cara de sons of anarchy, jude law e o Lord Baelish no mesmo filme, gente!)

 

4ª temporada de Sherlock (e o benedict cumberbatch cada vez melhor!)

 

O exorcista – a série (baseada no filme mais clássico de terror, e com o Alfonso Herrera! Não tem como errar!)

 

7ª temporada de The Walking Dead (JESUS CRISTO, preciso saber quem morreu!!!)

Continue Reading

O Caminho Estreito para os Confins do Norte – Richard Flanagan

IMG_9209

Minha história com esse livro começou conturbada, brigamos muito no começo, não nos entendíamos, ele não me dava prazer, nosso lance era quase uma obrigação. Mas aí eu fui descobrindo aos poucos como lidar com ele e as coisas foram melhorando aos poucos até eu entender o seu real valor.

Não foi um livro fácil. A linguagem dele é bastante rebuscada, com longas frases e muitas vírgulas. São usadas muitas expressões com as quais eu não estou familiarizada, algumas relacionadas à guerra. Os diálogos são jogados no meio da frase, sem aspas ou qualquer coisa pra indicar. E o que eu mais tive dificuldades: a história mistura passado e presente, confundindo bastante. Mesmo assim segui em frente, e não me arrependi de ter terminado. Os sentimentos que ele me provocou foram fortes e me obrigaram a refletir sobre algumas coisas.

“É nossa fé em ilusões que torna a vida possível, Squizzy, ele havia explicado, no mais próximo de uma explicação de si mesmo que jamais oferecera. É acreditar na verdade que acaba com a gente toda vez.”

Dorrigo Evans é um médico australiano que é feito prisioneiro de guerra pelos japoneses e obrigado a trabalhar na construção de uma ferrovia que ligaria a Tailândia com a Myanmar (antiga Birmânia) e que viria a ser conhecida como ferrovia da morte. Estima-se que mais de 100 mil pessoas morreram nessa construção. A história é baseada no que o pai do autor passou em sua época de prisioneiro da ferrovia.

A história vai e volta no tempo, misturando a vida atual de Dorrigo Evans com suas lembranças e seu passado. Dá a impressão (provavelmente proposital) de estar, junto com ele, meio perdido entre o presente e as memórias. Mas o livro não é apenas sobre Dorrigo e sua visão dos acontecimentos. Os outros prisioneiros, a mulher da vida de Dorido e até os oficiais japoneses também tem voz no presente e no passado. E isso torna o livro incrivelmente profundo e complicado.

“Não havia outra escolha em tudo aquilo: ou a pessoa existia para o imperador e para a ferrovia – que era, afinal, a materialização da vontade do imperador -, ou ela não tinha nenhuma razão para viver ou mesmo para morrer.”

Tiveram muitas narrações de horrores que aconteceram durante aquela guerra. Os prisioneiros sofreram em um nível que eu não saberia suportar. Mesmo com as descrições detalhadas do estado das pessoas lá, não posso falar que entendo o que passaram. Foi muito intenso e surreal. Todo tipo de doença, muita fome, exaustão, espancamentos, morte atrás de morte. Uma das piores partes, pra mim, foi a dissecação de pessoas vivas e sem anestesia. Foi o que me deixou mais impressionada. É tão absurdo pensar que pessoas reais já passaram por isso!

IMG_9207

Os personagens da história não apenas passaram por emoções fortes, profundas, insuportáveis, como as carregaram pela vida. Durante a história de alguém, inesperadamente vamos para o futuro dessa pessoa e nos descobrimos observando coisas não superadas, sentimentos não condizentes com a realidade vivida pelo ex prisioneiro de guerra. É forte. É complicado. Como esperar lógica de alguém que passou tanta coisa ilógica?

“Fosse o que fosse aquele fedor, ele temia que o estivesse contagiando, e só queria escapar dele. Mas ele tinha de ajudar Tiny. Ninguém lhe perguntava por que fazia isso; todos sabiam. Ele era um companheiro. Darcy Gardiner detestava Tiny, achava-o um tolo, mas faria qualquer coisa para mantê-lo vivo. Porque coragem, sobrevivência, amor – todas essas coisas não existiam em um homem. Elas existiam em todos eles, ou eles morriam, e cada homem morreria com elas; eles acabaram por acreditar que abandonar um homem era o mesmo que eles próprios se abandonarem.”

Eu comecei a entender a real importância dos direitos humanos. Os prisioneiros de guerra eram tratados como ferramentas descartáveis pelos japoneses. Mas ao mesmo tempo me vi impressionada pela fé cega dos japoneses na honra e no imperador, o patriotismo maior do que qualquer sentimento. Saber que tudo isso foi real, que os personagens foram baseados em entrevistas que o autor fez com pessoas de ambos os lados (prisioneiros e soldados) que realmente passaram por tudo aquilo, mexeu comigo.

Esse foi o livro de maio da TAG, e a revista que veio junto ajudou demais! Tinha informações sobre o autor, a obra, Arch Flanagan (o pai do autor que inspirou o livro), a ferrovia e tal. Um dos fatos mais interessantes da vida do autor é que ele escreveu o livro para o seu pai, em memória a tudo que ele e seus companheiros passaram. Seu pai acompanhava o andamento do livro com empolgação e ansiedade. Flanagan escreveu 5 rascunhos, que queimou após sua visita a alguns militares do Japão, e finalmente terminou O Caminho Estreito Para os Confins do Norte 10 anos depois. No dia que o autor terminou o livro, foi até a casa de seu pai contar a novidade. Na mesma noite Arch Flanagan morreu.

“O que os hieróglifos nos dizem sobre como era viver debaixo do chicote, construindo pirâmides? Nós falamos disso? Falamos? Não, nós falamos da magnificência e da majestade dos egípcios. Dos romanos. De São Petersburgo, e nada dos ossos das centenas de milhares de escravos sobre os quais está erguida. Talvez seja assim que eles se lembrarão dos japas. Talvez todas as suas ilustrações acabem sendo usadas para… justificar a magnificência desses monstros.”

IMG_9205

Livro: O Caminho Estreito para os Confins do Norte
Autor: Richard Flanagan
Editora: Biblioteca Azul (Globo Livros)
Número de páginas: 430

Continue Reading

Primeiro livro publicado!

CAPA

Quem já me conhece há algum tempo deve ter ouvido pelo menos uma vez na vida minha pessoa afirmando que escreveria um livro um dia. Pois bem, escrevi! Não um livro de ficção (ainda), mas um compilado das minhas poesias, aquelas que eu achei mais legais.

O livro se chama Digavando em Poesia (acho que a relação aqui está clara) e foi colocado à venda na Amazon, pelo menor valor da tabela deles. Meu intuito com ele é o mesmo da Newsletter ou do blog: ser lida.

Se comprar o livro: MUITO OBRIGADA. Fará uma escritora feliz! Se não puder comprar, mas me ajudar a divulgá-lo: MUITO OBRIGADA! Me fará tão feliz quanto! E se puder comprar E me ajudar a divulgar, bom, aí você merece um abraço de urso e a gratidão eterna, né! \o/

Não tem Kindle ou outro leitor de e-book? Não tem problema! Você pode baixar o aplicativo (de graça!) do Kindle para Android ou IOS e ler no celular! 🙂

Só queria registrar aqui que estou muito feliz, eu diria inclusive em êxtase, por estar publicando meu primeiro e-book da vida. Obrigada a todas as pessoas que lêem meus textos, esse livro é pra vocês! <3 (se você ler, por favor, me conte depois o que achou!)

Se você gosta muito do que escrevo, das resenhas que faço, das Newsletters que mando, e gostaria de fazer uma boa ação para uma pobre escritora sem dinheiro para comprar novos livros, você pode fazer uma doação! Qualquer valor, sem compromisso algum, só clicando no botão a baixo e doando pelo PagSeguro. Eu serei imensamente grata! E se quiser me mandar e-mail pra gente conversar, também vou ficar bem feliz! 🙂

120x53-doar

E não deixe de se inscrever na minha Newsletter! Eu envio um e-mail a cada 15 dias com textos exclusivos, links legais e algumas coisinhas mais. É de graça e só precisa se cadastrar aqui embaixo. Mas atenção! O e-mail pode ir para spam ou ‘promoções’, então salve esse remetente no seus contatos, para ter certeza que vai receber na sua caixa de entrada: contato@digavando.com

Me deixa te mandar e-mail duas vezes por mês?

Continue Reading

Dois dramas para assistir no fim de semana

21046661_20131003231727665

O LOBO ATRÁS DA PORTA

O lobo atrás da porta é aquele tipo de filme que te surpreende em vários sentidos. Assisti sem expectativa alguma e posso afirmar que foi uma das melhores tramas que vi esse ano, cheio altos e baixos e muita (muita mesmo) carga emocional. E escolheram os atores certos para os papéis!

O enredo parece simples: um cara que trai a mulher, a relação da mulher com o cara, da amante com o cara, enfim. Mas não é. E nem posso contar muito para não dar spoiler, mas o final desse filme é INCRÍVEL. Daqueles finais que te deixa pensando depois que acaba.

Lobo01

o-lobo-03

oloboatra_f03cor_2013130384

21046177_20131002172508215

Leandra-Leal-em-O-Lobo-atrás-da-porta

O-Lobo-Atrás-da-Porta-cartaz-Milhem-Juliano-450-blog

ASSISTA O TRAILER

*******************

Ja-Estou-Com-Saudades

JÁ ESTOU COM SAUDADES

Jess e Milly são duas amigas que se conhecem desde pequenas e dividem todos os momentos. Jess é a ~certinha~ que busca viver sua vida de uma forma segura, fazendo sua parte na sociedade, compartilhando amor com sua amiga e seu marido, com quem está tentando ter um filho. Milly é ~porra-louca~, que se casou no impulso de uma paixão por um rockstar, teve três filhos e vive com o máximo de emoção que consegue. E aí, Milly descobre que está com câncer.

As personagens principais, são interpretadas por Drew Barrymore e Toni Collete, completamente certas para os papéis! E a interação das duas, meodeos, que show de interpretação!

O foco é o amor entre as duas amigas e as famílias, e tudo que envolve ter um amigo a quem se ama tanto e morre de medo de perder. Eu, que tenho alguns melhores amigos para quem daria a vida, me emocionei e me identifiquei. <3

missyoual_f04cor_2015110430

13_drew-(Read-Only)22

01503-Miss You Already-Photo Nick Wall.NEF

missyoual_f08cor_2015110430

miss-you-already-film-review-movie-review-drew-bar31

2A5FEEBC00000578-3154766-image-m-128_1436444801357

filmes_10125_miss10

ASSISTA O TRAILER

 

Continue Reading

Amor à moda antiga – Carpinejar

IMG_8423

Fabrício Carpinejar é um escritor de Porto Alegre com mais de 20 livros publicados. Ele ganhou de aniversário de 43 anos uma máquina de escrever verde (mesma cor da minha!). Nela, ele se dedica a escrever poemas de amor. Alguns desses poemas foram publicados pela Belas-Letras do mesmo jeito que o autor os entregou: sem revisão, mudanças, nada. Então os textos tem rasuras, coisas escritas à mão, e nenhum retoque.

O livro físico é demais! Acho importante ressaltar isso, porque foi uma das coisas que mais me apaixonou, o trabalho lindo (e que combina com o conteúdo!) que a editora fez. Ele foi feito com capa dupla, branca por baixo e verde por cima – pra combinar com a máquina dele -, com textura e detalhes delicados. Por dentro, uma página é o poema, a outra é verde também. No final tem umas fotos do Carpinejar com sua máquina verde. E tem poemas escondidos embaixo das orelhas da capa!

IMG_8421

Acho bem difícil de falar sobre um livro de poesia. Não é uma ciência exata, nem tem uma resposta certa ou única, é sentimento em palavras. Mas gostei muito dos textos (até copiei os melhores no meu Bullet Journal, para inspiração)! Alguns achei engraçado, outros românticos, outros sexy. Alguns poucos eu simplesmente não entendi, mesmo relendo. Alguns me tocaram tanto que decorei. Mas acho que é assim mesmo, às vezes você não entende o suficiente pra sentir. Faz sentido?

Carpinejar já tem uma história de amor com a internet, já que faz sucesso no Facebook e no Twitter há um tempo. Agora ele abriu um projeto no Catarse (site de financiamento coletivo) para bancar seu casamento, dando recompensas pra quem ajudar.

A Belas-Letras também fez um concurso que escolheu as melhores histórias de amor e fez alguns livros com a capa personalizada para os casais ganhadores. Você pode ler algumas das histórias de amor AQUI. Gente, que lindeza! <3

Para quem gosta de poemas, recomendo muito ter esse livro! Ele, inclusive, é bem baratinho. Quem sabe os poemas escritos na máquina de escrever (tão old school) não te inspirem?

Você sabia que eu também escrevo poesia de vez em quando? LEIA AQUI!

IMG_8422

Livro: Amor à moda antiga
Autor: Fabrício Carpinejar
Editora: Belas-Letras
Número de páginas: 105

Compre no Submarino aqui!

 

Amanhã é dia de Newsletter! Já se inscreveu? Me ajude a ser lida!

Me deixa te mandar e-mail duas vezes por mês?

Continue Reading