Dois dramas para assistir no fim de semana

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O LOBO ATRÁS DA PORTA

O lobo atrás da porta é aquele tipo de filme que te surpreende em vários sentidos. Assisti sem expectativa alguma e posso afirmar que foi uma das melhores tramas que vi esse ano, cheio altos e baixos e muita (muita mesmo) carga emocional. E escolheram os atores certos para os papéis!

O enredo parece simples: um cara que trai a mulher, a relação da mulher com o cara, da amante com o cara, enfim. Mas não é. E nem posso contar muito para não dar spoiler, mas o final desse filme é INCRÍVEL. Daqueles finais que te deixa pensando depois que acaba.

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Ja-Estou-Com-Saudades

JÁ ESTOU COM SAUDADES

Jess e Milly são duas amigas que se conhecem desde pequenas e dividem todos os momentos. Jess é a ~certinha~ que busca viver sua vida de uma forma segura, fazendo sua parte na sociedade, compartilhando amor com sua amiga e seu marido, com quem está tentando ter um filho. Milly é ~porra-louca~, que se casou no impulso de uma paixão por um rockstar, teve três filhos e vive com o máximo de emoção que consegue. E aí, Milly descobre que está com câncer.

As personagens principais, são interpretadas por Drew Barrymore e Toni Collete, completamente certas para os papéis! E a interação das duas, meodeos, que show de interpretação!

O foco é o amor entre as duas amigas e as famílias, e tudo que envolve ter um amigo a quem se ama tanto e morre de medo de perder. Eu, que tenho alguns melhores amigos para quem daria a vida, me emocionei e me identifiquei. <3

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Amor à moda antiga – Carpinejar

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Fabrício Carpinejar é um escritor de Porto Alegre com mais de 20 livros publicados. Ele ganhou de aniversário de 43 anos uma máquina de escrever verde (mesma cor da minha!). Nela, ele se dedica a escrever poemas de amor. Alguns desses poemas foram publicados pela Belas-Letras do mesmo jeito que o autor os entregou: sem revisão, mudanças, nada. Então os textos tem rasuras, coisas escritas à mão, e nenhum retoque.

O livro físico é demais! Acho importante ressaltar isso, porque foi uma das coisas que mais me apaixonou, o trabalho lindo (e que combina com o conteúdo!) que a editora fez. Ele foi feito com capa dupla, branca por baixo e verde por cima – pra combinar com a máquina dele -, com textura e detalhes delicados. Por dentro, uma página é o poema, a outra é verde também. No final tem umas fotos do Carpinejar com sua máquina verde. E tem poemas escondidos embaixo das orelhas da capa!

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Acho bem difícil de falar sobre um livro de poesia. Não é uma ciência exata, nem tem uma resposta certa ou única, é sentimento em palavras. Mas gostei muito dos textos (até copiei os melhores no meu Bullet Journal, para inspiração)! Alguns achei engraçado, outros românticos, outros sexy. Alguns poucos eu simplesmente não entendi, mesmo relendo. Alguns me tocaram tanto que decorei. Mas acho que é assim mesmo, às vezes você não entende o suficiente pra sentir. Faz sentido?

Carpinejar já tem uma história de amor com a internet, já que faz sucesso no Facebook e no Twitter há um tempo. Agora ele abriu um projeto no Catarse (site de financiamento coletivo) para bancar seu casamento, dando recompensas pra quem ajudar.

A Belas-Letras também fez um concurso que escolheu as melhores histórias de amor e fez alguns livros com a capa personalizada para os casais ganhadores. Você pode ler algumas das histórias de amor AQUI. Gente, que lindeza! <3

Para quem gosta de poemas, recomendo muito ter esse livro! Ele, inclusive, é bem baratinho. Quem sabe os poemas escritos na máquina de escrever (tão old school) não te inspirem?

Você sabia que eu também escrevo poesia de vez em quando? LEIA AQUI!

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Livro: Amor à moda antiga
Autor: Fabrício Carpinejar
Editora: Belas-Letras
Número de páginas: 105

Compre no Submarino aqui!

 

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O Ciclista Mascarado – Neil Peart

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Quando vi a capa de O Ciclista Mascarado, da Editora Belas-letras, fiz uma conexão involuntária com Guia de uma ciclista em Kashgar, e me veio aquela sensação gostosa de saudade que um livro bom sempre deixa. Mas tirando a existência de bicicletas e a estranheza de lugares completamente diferentes dos que já conheci, eles não tem nada em comum.

O ciclista mascarado é a narração de uma viagem de um mês por Camarões (na África), feita pelo baterista do Rush, com um grupo de mais 4 pessoas que ele não conhecia. Uma biografia real, quase um documentário escrito, onde ele descreve os lugares e pessoas que conhece, com a visão de um canadense comum que gosta de viajar de bicicleta.

“De certa forma, eu tinha a dolorosa consciência de estar deitado num chão sujo; por outro lado, percebi que estava deitado num chão sujo na África. Ao pensar nisso, fiquei animado, aguardando ansiosamente um mês inteiro de aventuras pela frente.
Mas no fundo eu sabia que um mês pode ser um longo tempo.”

Foi um livro bem fácil de ler, mesmo nas partes em que Neil descambava para a filosofia sobre a vida, o universo e tudo mais. Ele fala bastante de política e religião também, fazendo paralelos com o que está vivendo lá.

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Muitos comentários que ele fez no livro me deixaram com vontade de ler mais sobre os países e a história da África, ir mais a fundo. Às vezes me parecia que Neil Peart também estava interessado em saber mais. Talvez depois da viagem ele realmente tenha pesquisado sobre os lugares por onde passou, porque tem bastante informação lá sobre história e costumes locais.

“Antigamente, os africanos viviam confortável e adequadamente nus, ou quase isso, e haviam sido os missionários pudicos, frequentemente emissários da civilização ocidental, que convenceram os africanos de que Deus queria que eles usassem calças, camisas, vestidos. Embora a África finalmente tivesse se livrado do domínio do homem branco, algumas coisas, embora estranhas à visão de mundo africana, ficaram implantadas profundamente – comércio, política, imóveis, fronteiras coloniais e modéstia.”

O baterista escreve muito bem! Seu texto é fluído, às vezes engraçado, às vezes sério, mas com uma sinceridade crua em tudo que escreve. Terminei rápido porque foi uma leitura gostosa, e já arrumei outro livro dele: Ghost Rider – A Estrada da Cura (resenha assim que eu terminar de ler). Ele realmente tem espírito de viajante, e quero conhecê-lo um pouco mais.

“Já vi lugares mais pobres do que Kumba, na China e em outras partes da África, e veria muitos outros vilarejos mais empobrecidos em Camarões, mas nenhum lugar seria tão miserável quanto kumba. Sua miséria não era fruto da pobreza, havia acontecido algo mais lá.”

Eu morro de vontade de fazer isso, um turismo ciclístico em algum lugar ermo que ninguém costuma ir, e conhecer pessoas e culturas totalmente diferentes da minha. Mas tenho consciência de que amo o romance dessa ideia, não a ideia em si. Sendo sincera comigo mesma, sei que não aguentaria o que Neil Peart aguentou. Falta de água, de energia, comida estranha, calor infernal, muitas horas pedalando. A maior parte do tempo ele tomou ~banho de gato~, com pano úmido, e dormiu no saco de dormir, no chão. Vaso sanitário era coisa rara. Bebida gelada então, nem se fala! Acho que, nesse caso, prefiro conhecer Camarões através da leitura de livros, no conforto do meu sofá.

“Pelos comerciais de TV e anúncios em revistas, sempre pensei no Corpo da Paz como um bando de garotos trabalhando juntos em algum lugar exótico, uma espécie de ‘acampamento de verão’ com um toque de aventura e camaradagem. Mas aqui estava a realidade: uma jovem recém-formada na faculdade, mal saída da adolescência, presa sozinha num lugar remoto por longos dois anos, a única americana,a única pessoa branca em muitos quilômetros.”

Livro: O Ciclista Mascarado
Autor: Neil Peart
Editora: Belas-Letras
Número de páginas: 333

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Você deixa eu te mandar email a cada 15 dias?

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Agora o digavando tem uma Newsletter!! E eu me sinto tipo…

Fazia um tempo que estava namorando a ideia, mas resolvi assumir: eu queria muito uma Newsletter! Então juntei meu amor por cartas (mesmo as eletrônicas) com a minha vontade de falar diretamente algumas coisas que são pessoais demais (ou talvez fora de contexto demais) e pronto, lá estava o projeto.

Vai funcionar assim: Enviarei 2 vezes por mês um email pra você (que se inscrever), arquitetado para ser ao mesmo tempo um desabafo, uma conversa e uma diversão pra você e pra mim. Os temas abordados serão diversos, provavelmente mais de um por email. Se você gosta do que escrevo, peço que assine a Newsletter. Escrevo para ser lida, e quanto mais gente ler, mais feliz eu fico! Aliás, aceito (e encorajo) sugestões, desabafos, indicações, críticas e tudo mais. A primeira Newsletter será enviada na sexta-feira, dia 03 de junho.

Quer receber minhas Newsletters?

É só preencher os campos abaixo e confirmar a assinatura em um email que receberá assim que clicar em “Assinar”. ATENÇÃO: Você só começará a receber a Newsletter quando confirmar o email enviado nesse primeiro cadastro! Isso será necessário apenas uma vez, fique tranquilo(a).

Qualquer dúvida, palpite ou vontade de falar, estou à disposição. E obrigada desde já a todos que embarcarem nessa comigo! 🙂

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Eu sinto empatia com a dor dela, você não?

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Há alguns dias uma garota de 16 anos foi estuprada por 33 homens, que filmaram, tiraram fotos e postaram nas redes sociais se gabando do feito. Provavelmente você já soube disso. Ficou indignado? Bom, deveria. Sabe o que as pessoas andaram falando sobre isso?

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Pois é, estão culpando a menina, estão justificando o ato, estão tirando a culpa dos homens que participaram ao falarem que são “doentes”. Não são doentes, são homens comuns, pais de alguém, irmãos de alguém, filhos de alguém, que simplesmente acham que isso é aceitável, que a mulher é um objeto.

Mas assim. Vamos nos informar?

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“Se ela estivesse estudando isso não aconteceria!”
Menina estuprada em escola de São Paulo reconhece agressores: http://glo.bo/1TZ6Ej0
“Se ela estivesse na igreja isso não aconteceria!”
Jovem é estuprada dentro de secretaria de igreja em Brasília: http://bit.ly/1NQpoVc
“Se ela estivesse em casa isso não aconteceria!”
Morre jovem encontrada com sinais de estupro dentro de casa na Zona Norte: http://bit.ly/1qMl4Lu
“Se ela estivesse trabalhando isso não aconteceria!”
Jovem é atacada e estuprada a caminho do trabalho: http://bit.ly/1P19Wpq
“Se ela tivesse um namorado fixo isso não aconteceria!”
‘Meu namorado me estuprou por um ano enquanto eu dormia’: http://bbc.in/27UhJvG
“Se ela fosse mais família isso não aconteceria!”
Adolescente com deficiência física é estuprada pelo tio em RR: http://glo.bo/1THnB47
“Se ela fosse menos ‘puta’ isso não aconteceria!”
Menina (de 1 ano e meio) morta em igreja foi violentada: http://bit.ly/1Z3LEM4
“Se ela tivesse mais cuidado isso não aconteceria!”
Jovem é estuprada em estação do Metrô de São Paulo: http://bit.ly/1WnjCgw

(Levantamento feito no Facebook por Marina Ferreira)

Acredito que os vídeos abaixo falam tudo que eu penso:

 

E o que anda rolando do caso? Dá uma olhada nessa matéria do G1:

O caso da menina de 16 anos estuprada por mais de 30 homens no Rio ganhou um novo desdobramento após o delegado Alessandro Thiers afirmar ainda não estar convencido se realmente houve estupro.

“A gente está investigando se houve consentimento dela, se ela estava dopada e se realmente os fatos aconteceram. A política não pode ser leviana de comprar a ideia de estupro coletivo quando na verdade a gente não sabe ainda”, disse, em entrevista coletiva após os depoimentos da vítima e de suspeitos.

O caso da menina de 16 anos estuprada por mais de 30 homens no Rio ganhou um novo desdobramento após o delegado Alessandro Thiers afirmar ainda não estar convencido se realmente houve estupro.

“A gente está investigando se houve consentimento dela, se ela estava dopada e se realmente os fatos aconteceram. A política não pode ser leviana de comprar a ideia de estupro coletivo quando na verdade a gente não sabe ainda”, disse, em entrevista coletiva após os depoimentos da vítima e de suspeitos.

A própria vítima disse em entrevista que entendeu porque tantas mulheres não denunciam estupros. Ela foi levada para uma sala sem privacidade alguma, com 3 homens desconhecidos e mais velhos, onde foi tratada como se fosse a criminosa, e não a vítima. O delegado insinuou que ela gostava de orgias e já sabia que aquilo aconteceria.

Abaixo, a foto dos dois caras que foram acusados de terem filmado e postado o ocorrido, chegando na delegacia de polícia, sorrindo e acenando, orgulhosamente.

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Eu não sei vocês, mas eu já ouvi bastante sobre como é perigoso ser mulher na Índia, ou mesmo ser uma mulher visitando a Índia. Os índices aqui do Brasil também não são animadores não. Mas é mais fácil falar dos outros países, né? Afinal, olhar para os próprios defeitos e resolvê-los é difícil demais.

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Termino o post com algumas imagens da internet, para reflexão. Precisamos de mudanças. Agora.

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Saiba o que outras blogueiras estão falando sobre o assunto:
Extraordinariando
Sorrir para Encantar
Mire na lua
Think Olga
Devaneios da lua

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Feliz dia do orgulho nerd / toalha

Você tá sabendo que hoje é o dia da toalha, né?
Bom, o dia da toalha, ou dia do orgulho nerd, foi criado em homenagem à coleção de livros Guia do Mochileiro das Galáxias, do Douglas Adams. É importante que você leve uma toalha com você se quiser viajar pelas galáxias (veja o infográfico achado por aí na internet).

A data ficou ainda mais forte quando, em 1977 foi lançado o filme Star Wars Episódio IV – Uma Nova Esperança. Agora é amplamente comemorada pelos nerds do mundo todo. Tá rolando muita coisa legal na internet, e eu reuni algumas dessas coisas aqui!

O Spotify montou a playlist Supernerd, com músicas de jogos, filmes e séries! Tem cada coisa legal e Old School!

Praticamente todos os sites estão com promoções de produtos geeks. A Amazon, por exemplo, está dando descontos de até 70% em livros e quadrinhos, além de estar com valor promocional de 179 reais no Kindle mais simples deles. Legal, né?

Separei as ofertas que eu mais gostei!

Olha o preço original:


Os 5 primeiros volumes de Game Of Thrones estão por 49,90!


Outros livros em promoção!

 

Ofertas do Submarino:

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Veja o que o povo está postando por aí nas redes sociais! (é só clicar nos ícones)

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Espero que tenham gostado! E não entre em pânico! 🙂

 

 

 

 

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Porque, na verdade, nada acontece na inércia

Foto: Agatha Christie (Popperfoto/Getty Images)

Uma coisa que me abala quando estou sensível ou com baixa autoestima é assistir a filmes com personagens que têm vida e rotina como as que eu gostaria de ter. Fico no sofá, mimizenta, vendo alguém se dar bem, depois se dar mal, pra se dar bem de novo no final, em Nova York ou em Londres (onde sonho em viver um dia), vivendo da escrita, cheio de dinheiro e, o mais importante de tudo, com tempo.

Lutei bravamente durante a vida toda contra um rótulo que na verdade eu sempre quis ter: escritora. Lutei, como disse Amanda Palmer em A Arte de Pedir, por causa da Patrulha da Fraude: aquela parte dentro de todo artista que diz que na verdade você não é artista coisa nenhuma, que escritor (no meu caso) é aquele intelectual que inventa um mundo fenomenal enquanto está no chuveiro, que coloca tudo magnificamente no papel e tem seu nome impresso na capa de um livro publicado por alguma grande editora. Uma blogueira, que ganha a vida como redatora publicitária, e que escreve suas ideias e histórias ainda não publicadas no Evernote (às vezes pelo celular a caminho de casa ou do trabalho) não pode ser uma escritora. Certo? Errado.

“Não existe o ‘caminho certo’ para se tornar artista de verdade. Você pode achar que vai ganhar legitimidade se fizer um curso de artes, se for publicado, se for contratado por uma gravadora. Mas tudo isso é conversa mole e está só na sua cabeça. Você é artista quando diz que é. E é um bom artista quando faz outra pessoa sentir ou vivenciar algo profundo ou inesperado.”
A Arte de Pedir – Amanda Palmer

Eu sou uma escritora. Mesmo que ainda esteja em processo de me tornar boa, a parte “escritora” já sou. Provavelmente sempre fui, desde pequena quando descobri meu amor incondicional pelos livros, minha necessidade intensa de colocar tudo no papel. Mas não foi fácil me convencer disso, e ainda não aprendi como gerenciar essa parte da vida com todo o resto.

Todos os melhores filmes/livros de escritores que já vi/li tem uma coisa importante em comum: tempo, tanto de sentar pra escrever, quanto de ficar meditando em busca de inspiração. Nenhum dos personagens tem que trabalhar o dia todo, ir pra faculdade à noite e limpar a casa aos fins de semana. Nenhum deles precisa fazer hora extra ou passar madrugadas acordado colocando os trabalhos em dia. Nenhum deles precisa manter o tempo livre equilibrado entre dar atenção ao namorado, terminar os trabalhos do curso e descansar.

Vira e mexe me pego brigando comigo mesma por não estar escrevendo o suficiente, produzindo o suficiente. Mas trabalho 8/9 horas por dia, com 1 hora de almoço, e demoro cerca de 2 horas por dia na ida e na volta para o trabalho. Está somando comigo? Isso dá quase 12h, de segunda a sexta. Chego em casa entre 20h e 21h, preciso cozinhar, jantar, tomar banho, lavar louça, dar comida para os gatos. Com tão pouco tempo livre e tanta coisa pra fazer, por que brigo comigo mesma, então?

Bom, me cobro dedicação à escrita pelo bem que ela me faz. Veja, são ideias demais na cabeça, bagunçadas demais. Escrevo para não esquecer, para organizar os pensamentos, para dar sentido às histórias (às reais e às imaginárias), para sentir aquele calorzinho de satisfação de terminar algum trabalho. Então escrevo no celular a caminho de algum lugar, na empresa durante o almoço, em casa no tempo livre. Arrumo tempo. Mais devagar do que eu gostaria, sem dúvida, mas ainda sim criando, fazendo os dedos dançarem desengonçados pelo teclado, costurando palavras até formarem um sentido. Porque tem coisas que só saem da gente pelos dedos.

“Então, se puder concluir alguma coisa, conclua! Só com isso você já estará quilômetros à frente da maioria.”
Grande Magia – Elizabeth Gilbert

Esse post foi incentivado pelo grupo Discípulas de Carrie, para escrever uma coluna inspirada em Carrie Bradshaw, personagem de Sex And The City. Que, aliás, era escritora. <3

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Bullet Journal – Nunca vi nem comi, eu só ouço falar

Já tinha lido em blogs por aí sobre o Bullet Journal. Em março resolvi fazer um pra mim, depois de ver ESSE VÍDEO. Adoro escrever, adoro cadernos cheios de coisa, adoro listas, adoro papelaria, então consegui enxergar a ideia como benéfica (e viciante) pra mim. Mas não foi só isso que me motivou. Sou uma pessoa desorganizada na vida, com uma memória horrível e com sérias tendências a procrastinar (parece que essa é a palavra chave da minha geração, mas quem sou eu pra opinar?). Está funcionando muito bem pra mim, ainda que precise de alguns ajustes e do hábito de escrever todos os dias.

COMO FUNCIONA?

O sistema do Bullet Journal foi criado por um americano chamado Ryder Carroll no esquema tentativa-e-erro, até ele conseguir atingir o jeito atual de usar esse planner evoluído. Existe um site pra ensinar você a fazer um Bullet Journal (ou Bujo, para os íntimos), que fala todo o conceito do BuJo e como usá-lo de acordo com a técnica de Carroll.

Basicamente é assim: você faz um calendário do ano, onde escreve os principais eventos/tarefas do mês (aniversários, casamentos, estréias de filmes, feiras, etc). Essa será a visão geral do seu ano, onde você vai lembrar em que mês acontece o que, para se planejar.

Aí você faz um calendário do mês. Lá você vai ter uma visão de tudo que precisa fazer naquele mês, evitando que marque dois almoços no mesmo sábado ou esqueça algum aniversário importante, por exemplo.

Então, por fim, o calendário diário. Esse é tipo agenda normal mesmo, você escreve por dia o que precisa fazer e vai marcando o que já fez, o que não vai fazer mais e o que passou pra outro dia.

O MEU BUJO

Demorei um certo tempo pra me entender com o estilo do Bullet Journal. Comecei seguindo os passos normais, fazendo o índice, os calendários anual, mensal e diário, e algumas listas de coisas da vida. Fui ajustando conforme via o que funcionava ou não pra mim.

Acredito que todos os adeptos do BuJo personalizem seus cadernos de acordo com suas necessidades, e já vi muito exemplo incrível por aí. Muita gente usa o sistema de Keys, os pequenos símbolos indicando cada tipo de tarefa. Eu até tentei por um tempo, mas se tornou contraproducente pra mim tentar decorar o que era cada desenho e ficar voltando pra conferir cada evento/tarefa. Hoje estou usando um quadradinho para tudo, e quando a tarefa, evento ou seja lá o que for estiver concluído eu simplesmente pinto o quadrado todo. Se concluí pela metade, pinto pela metade. Se eu não fiz mas ainda vou fazer em algum outro dia eu desenho uma pequena seta nele. E se não vou fazer mais, risco tudo.

Uso meu calendário anual principalmente para os aniversários e eventos que quero ir (como estreia de filmes, Bienal do livro e Comic Con). É o que eu menos olho, mais ainda acho importante ter. E coloquei nele também calendários dos meses, pra eu não ter que mudar de página se for anotar alguma coisa e precisar saber a data.

Meu calendário mensal, admito, ainda está em construção. Quase não uso por enquanto, porque ainda não achei aquele jeito maroto que facilite minha vida. Mas vamos acompanhar.

Também testei vários métodos de organização dos dias. Comecei usando 2 dias por páginas. Enchia de frases motivacionais, citações de livros, letras de músicas e desenhos porque, na real, não tenho compromissos suficientes pra encher todo esse espaço. Então passei pra 4 dias por folha, em quadrados. Continuava sobrando muita folha. Aí fiz 6 dias por folha e ainda sim era muita página pra pouco conteúdo, e era meio feio. Então vi em algum Instagram da vida duas inspirações: alguém fazia uma lista das coisas que precisava fazer na semana, sem dividir por dias, e ia marcando as coisas finalizadas; outra pessoa fazia os dias da semana em uma lista corrida em uma mesma página. Pronto, descobri o que funciona pra mim! Agora faço os dias da semana em uma página e na outra a lista de coisas a fazer na semana que não tem um dia fixo.

O CADERNO

Já vinha namorando a ideia de ter um Bullet Journal há um tempo, mas o momento de decisão foi quando achei (ou ele me achou?) o caderno ideal pra mim. No site do criador (e em vários outros lugares) a indicação é usar um quadriculado ou pontilhado, que me deixou meio na dúvida. Como sempre usei caderno sem pauta para outras coisas, achei que pra isso também serviria muito bem. E eis que estava andando pela Martins Fontes quando vi esse caderno MARAVILHOSO, todo rosa e lindo me chamando. Caro, admito, mas comprei! E não me arrependo, porque ele é de capa dura, com fita de marcar página e com uma qualidade ótima!As últimas folhas são destacáveis e ele vem com um bolsinho na contra capa, muito útil. Além do elástico tradicional que mantém ele fechado na bolsa, uma necessidade. Veio também uma folha solta um pouco menor do que o caderno com pautas de um lado e quadriculado de outro, pra você colocar atrás da folha que for usar e não escrever/desenhar tudo torto. Sensacional!

Eu comprei o meu na Martins Fontes da Av. Paulista (LINK AQUI), mas você consegue achar várias opções na Kalunga, na Livraria Cultura, no Submarino e afins.

DECORAÇÃO

Já sou uma pessoa viciada em papelaria por natureza. Vivo escrevendo cartas cheias de adesivos, desenhos, coisas fofas. Agora tenho um lugar pra centralizar essa fofice toda! Uso de tudo pra decorar: canetas coloridas, lápis de cor, desenhos, adesivos, recortes, colagem, post-its. A galera mais hardcore do Bullet Journaling usa umas canetas super caras e fodas, que não passam para o outro lado da folha e tal. Eu, pobre que sou, costumo usar uma azul comum pra escrever, e comprei uma preta mais elaborada pra fazer doodles (desenhos) e os quadrados de acompanhamento das tarefas.

Compro várias coisas também no Aliexpress, que demora uns 2 ou 3 meses pra chegar, mas tem TANTA coisa linda e incrível. Estão nos meus planos adquirir washis (aquelas fitas adesivas decoradas) e mais carimbos. Aceito presentes, tá? akshjdakjshd
Essas são as últimas coisas que chegaram do Aliexpress:

Vou deixar no final do post uns links de inspiração, onde eu geralmente perco alguns minutos por dia admirando o talento e bom gosto dos outros.

LISTAS E MAIS LISTAS

Uma das melhores coisas de se fazer um bullet journal, pra mim, são as listas. Organizo tudo em um caderno só: as contas que tenho pra pagar, os itens que compro no supermercado, coisas aleatórias que preciso comprar (que faço em post its para poder tirar quando conseguir comprar), anotações de costura, livros para ler, enfim. Adoro fazer isso! Quando vou comprar um livro novo, por exemplo, dou uma olhada na minha lista e sempre acabo lembrando de algum que queria ler primeiro, ou de algum que se encaixe melhor com meu humor no momento.

Tomo dois remédios todos os dias e vira-e-mexe esquecia se tinha tomado. Comecei a fazer todo mês uma página com 2 calendários e, assim que tomava um remédio (eles têm horários diferentes) grifo o dia de laranja, pra saber que pronto, já tomei. Agora não tenho mais uma página dedicada pra isso, incluí esse controle no Tracker do mês. Na página do Tracker resolvi colocar coisas que preciso ou gostaria de fazer todos os dias do mês, e com o layout simples de preencher quadradinhos conforme faço, ter uma noção mais exata da minha rotina. E todas as páginas que eu escrevo com alguma regularidade, coloco um marcador colorido para achar mais fácil e não precisar ir no índice toda hora.

Uma coisa que copiei também das pessoas por aí foi um Gratitude log, ou registro de gratidão. É uma parte onde escrevo tudo de bom que aconteceu no dia, que me deixou bem e que quero sempre lembrar, por mais bobo ou insignificante que pareça. Uma das minhas metas do ano é ser uma pessoa mais positiva em relação à mim mesma e minha vida, e poder ler uma lista de coisas boas que me acontecem todo dia definitivamente ajuda. Também mantenho no Tracker um controle das boas ações de todo dia, pra me provocar a fazer mais gentilezas para as pessoas, mesmo que seja um bom dia sorridente para o motorista do ônibus. Tudo que vai, volta, não é? 🙂

INSPIRAÇÕES

Espero que tenham gostado do post! Qualquer dúvida sobre Bullet Journal, Aliexpress, papelaria, a vida e etc, estou à disposição! Aceitou sugestões, dicas e críticas também! E deixo aqui alguns links de inspirações pra quem quiser começar! 🙂

bohoberry.com
Kara é a pessoa mais famosa nesse mundo de Bullet Journal, e é a “guia do bujo” pra muita gente!

instagram.com/therevisionguide/
Esse Instagram foi o que mais me ensinou a desenhar coisas fofas! <3

Muita inspiração de decoração e desenho:

instagram.com/my_journaling_corner/

instagram.com/thecoffeemonsterzco/

instagram.com/martyplanner/

instagram.com/write_it_on_the_wall/

PocketfulofDIY

“Flip Through”, ou “gente folheando o Bullet Journal”:

Boho Berry

Gabi no mundo das maravilhas

Amanda Krutsick

Alexandra Plans

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